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Natal fez varejo paulista criar 15.772 empregos formais

Pelo segundo mês consecutivo, o comércio varejista do Estado de São Paulo abriu mais postos de trabalhos formais do que fechou. Em novembro, foram criados 15.772 empregos, resultado de 83.439 admissões e 67.667 desligamentos. Com o resultado, o varejo encerrou o mês com estoque total de 2.088.016 trabalhadores, queda de 2,5% na comparação com o mesmo mês de 2015. Esse saldo positivo é superior em 2.090 empregos formais ao registrado em novembro de 2015, quando foram criados 13.682 postos de trabalho. Tradicionalmente, o mês registra saldo positivo no mercado de trabalho, pois é a época que o varejo se prepara para as vendas do Natal. Porém, em 2015, o setor havia registrado o pior saldo desde 2007 e se recuperou um pouco em 2016, mas ainda longe do terceiro pior resultado da série apurado em 2008, quando foram abertas 18.300 vagas.

Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).


De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o menor número de desligamentos e o aumento nas admissões demonstraram que os empresários estavam minimamente mais otimistas no fim de 2016. A recuperação dos indicadores de confiança, diminuição dos recuos mensais das receitas de vendas e melhores perspectivas para economia em 2017, com redução de inflação e juros, auxiliaram esta tendência mais positiva.

Mesmo com o bom desempenho em novembro, sete das nove atividades pesquisadas apresentaram queda no número total de empregos na comparação com o mesmo mês de 2015, sendo os piores desempenhos registrados nos segmentos de concessionárias de veículos (-6,1%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (-5,7%) e lojas de móveis e decoração (-5,5%). Em contrapartida, apenas as atividades de farmácias e perfumarias (2%) e supermercados (0,6%) geraram empregos na mesma base de comparação. 

Com relação aos dados por ocupações, todas as funções criaram vagas no mês, com destaque para vendedores e demonstradores (+10.460 vagas) e caixas, bilheteiros e afins (+2.838 vagas).

Segundo a FecomercioSP, mesmo com a aumento de empregos em novembro, espera-se que haja retração do mercado de trabalho do varejo paulista em dezembro e janeiro pelo próprio movimento pós-Natal e pelo fato de que a efetivação dos trabalhadores temporariamente contratados para o fim do ano será praticamente inexistente.

Fonte: FecomercioSP